Audição Infantil

Sobre a audição infantil

Qual papel da audição no desenvolvimento da criança?

A audição desempenha papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e no desenvolvimento cognitivo da criança. Desde o nascimento, as crianças estão aprendendo com os sons significativos (fala) e com os sons do ambiente. Conforme elas crescem, aprendem a expandir seu vocabulário e aprendem novos conceitos. Dessa forma, a criança que adquirir uma perda auditiva poderá apresentar atraso do desenvolvimento da fala e nas habilidades cognitivas, principalmente quando esta perda ocorrer na idade mais crítica: nos três primeiros anos de vida. Portanto, quanto mais precocemente a perda auditiva for diagnosticada e tratada, maiores serão as chances de sucesso no processo da habilitação/reabilitação auditiva e de linguagem da criança.

Definindo a perda auditiva na infância

A perda auditiva na criança pode ser definida como o comprometimento da audição que reduz a capacidade da criança de ouvir e entender a fala, dificultando sua comunicação e afetando diretamente seu processo de desenvolvimento e aprendizagem.

A perda auditiva pode ser parcial ou total, temporária ou permanente, de uma orelha ou de ambas as orelhas. Mas mesmo uma perda auditiva de grau leve e temporária, por exemplo, causada por algum tipo de infecção, pode afetar significativamente o desenvolvimento da criança.

Sinais de perda auditiva na infância

Se a sua criança ou alguma criança conhecida apresentar um ou mais dos sinais listados abaixo, aconselhamos procurar o Otorrinolaringologista-Pediatra e/ou o Fonoaudiólogo:

  • Ao balbuciar, o som é monótono e sem indícios de melhorias;
  • Dificuldades na localização do som;
  • Sem reação aos sons intensos;
  • Habilidades de compreensão e de produção da fala atrasadas para sua idade;
  • Trocas na fala;
  • Falta de interação social ou agitação exacerbada;
  • Frequentes infecções no ouvido;
  • Falta de atenção;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Utilização frequente da leitura labial para acompanhamento do discurso.
Os principais tipo de perda auditiva na infância

A perda auditiva é classificada quanto o seu grau (mínima, leve, moderada, severa e profunda) e também quanto ao local da lesão:

Condutiva - causada por problemas na orelha externa e/ou orelha média, dificultando que os sons sejam conduzidos para orelha interna. Pode ser causada por infecções na orelha que podem danificar a estrutura da membrana timpânica;

Mista - causada por combinação de problemas na orelha externa e/ou orelha média e orelha interna, dificultando a transmissão do som e captação do mesmo pelo sistema auditivo

Sensorioneural - esta acontece quando as células auditivas da orelha interna estão danificadas, impedindo a transformação do sinal acústico em sinal elétrico. Pode ser causada por infecções ou vírus durante o período gestacional, prematuridade, meningite, entre outras causas.

Como a orelha funciona

A forma mais fácil de compreender o que a criança está vivenciando é conhecer as 3 principais partes da orelha – externa, média e interna – e seu funcionamento.

1. Orelha Externa 2. Orelha Média 3. Orelha Interna 4. Porção Condutiva 5. Porção Sensorioneural 6. Nervo Auditivo

Orelha Externa – As ondas sonoras entram no conduto auditivo (b) e viajam em direção à membrana timpânica (c). Esta vibra e essa vibração é direcionada para a orelha média.

Orelha Média – Essas vibrações alcançam os três minúsculos ossos – martelo (d), bigorna (e) e estribo (f).

Orelha Interna – A informação segue em direção à cóclea (g). Nela, milhares de minúsculas células se movem, transformando as vibrações em impulsos elétricos. Os impulsos percorrem o nervo auditivo (6) até chegarem ao cérebro para a interpretação e codificação do som.

Implicações da perda auditiva na infância.

A perda auditiva não causa um tipo específico de problema de comunicação. Os efeitos da perda auditiva irão depender do seu grau, configuração, duração e estabilidade.

A idade da criança na época em que a perda auditiva foi identificada e que a intervenção foi realizada são fatores importantes no desenvolvimento da linguagem/cognitivo. Uma criança que adquire uma perda auditiva importante após adquirir a linguagem (3 ou 4 anos de idade) terá uma deficiência linguística não tanto prejudicada quanto da criança cuja perda auditiva está presente ao nascimento ou se que apareça nos primeiros meses de vida.

O principal prejuízo de uma deficiência auditiva é a perda da audibilidade para algumas ou todas informações acústicas importantes da fala, mas além disso ela poderá acarretar:

  • Atraso na aquisição da fala;
  • Problemas na aprendizagem e no desempenho escolar;
  • Dificuldades com abstração;
  • Disturbios articulatórios;
  • Dificuldades na socialização;
  • Dificuldades na percepção, detecção, localização do som além da discriminação e compreensão comprometidas.
Como avaliar a audição?

O primeiro teste a ser realizado é o Teste da Orelhinha. Este é um exame rápido e indolor, feito logo após o nascimento, ainda na maternidade. Com ele é possível detectar, nos primeiros dias de vida, se o bebê possui algum problema auditivo e caso necessário encaminhá-lo para a realização dos exames complementares como:

Potencial Evocado Auditivo de Estado Estável:

Avalia os limiares auditivos com especificidade por frequência e por orelha, de forma mais apurada.

Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (BERA):

Envia estímulos para a orelha da criança, numa determinada intensidade, que resultará em uma onda cerebral identificável. Se não houver presença de onda, existe a possibilidade da criança ter uma perda auditiva. Estímulo frequência específica é o mais indicado.

Timpanometria:

Teste que avalia o conduto auditivo e a membrana timpânica de forma rápida, enviando uma pressão de ar e um som mínimo para dentro da orelha da criança.

Audiometria de Reforço Visual (VRA):

Apresenta-se os sons através de alto-falantes ou fones e a criança (5 meses - 3 anos) é treinada a mover sua cabeça em direção ao lado (direito/esquerdo) em que o som foi detectado e em seguida uma luz, como reforço, se acende.

Audiometria de Observação Comportamental:

Os sons são apresentados à criança (até 6 meses) e as respostas são observadas através de uma reação comportamental.

Audiometria Condicionada:

Os sons são apresentados através de um alto-falante ou pelo fone e a criança (3 a 5 anos) é treinada a colocar um bloco dentro de um balde ou empilhar anéis sempre que ouvir o som.

Audiometria Convencional:

Os sons são apresentados através de fones. Cada orelha é testada individualmente (> 6 anos).

E depois do exame, o que fazer?

Uma vez diagnosticada a perda auditiva, o processo de habilitação/reabilitação deve ser iniciado imediatamente, para que o resultado final seja satisfatório. E como plano de tratamento temos a adaptação de aparelhos auditivos ou implante coclear ou prótese auditiva ancorada no osso (a indicação dependerá da real necessidade da criança) e concomitantemente a terapia fonoaudiológica.

É possível que você esteja preocupado em como lidar com esta nova situação e é uma reação perfeitamente compreensível, porém a melhor maneira é sempre pensar positivamente e procurar ajuda o quanto antes, pois quanto mais cedo for o processo de protetização com a intervenção fonoaudiológica, melhores serão os resultados.

No que diz respeito a intervenção fonoaudiológica, existem abordagens distintas para o tratamento, como: o trabalho focado para o aproveitamento auditivo (desenvolvimento da linguagem oral) e a aquisição da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). O importante é conhecer os diferentes tipos de abordagens, ouvir opiniões de diferentes pessoas e do Fonoaudiólogo, conhecer as condições e limitações do desenvolvimento da criança, para optar pela melhor forma de intervenção.

Para maiores esclarecimentos, aconselhamos conversar com o fonoaudiólogo de nossa equipe.

Quem poderá lhe ajudar

Você poderá contar com auxílio de muitos profissionais. A lista a seguir abrange alguns dos profissionais dedicados a ajudar e apoiar não só a criança, mas toda a família:

Pediatra - especialista dedicado à assistência à criança nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos ou curativos;

Médico Otorrinolaringologista - especialista na área da detecção e diagnóstico (causa) da perda auditiva;

Fonoaudiólogo - especialista na área da avaliação da perda auditiva e na seleção, adaptação, verificação e acompanhamento do aparelho auditivo/implante coclear/prótese auditiva ancorada no osso e Sistema FM, além de cuidar do processo de habilitação/reabilitação com enfoque, neste caso, no desenvolvimento da linguagem/cognitivo e estimulação auditiva;

Psicólogo - especialista em aconselhar a criança e sua família no que diz respeito a perda auditiva e suas implicações;

Existem outros profissionais que com certeza estarão dispostos a ajudar. O mais importante é buscar esse apoio para que o processo de estimulação da criança seja iniciado o quanto antes.

O que os pais e a família devem saber

Conheça os processos envolvidos na escolha da solução auditiva e como esta poderá ajudar, facilitando a comunicação. Você também aprenderá sobre os dispositivos de auxílio à audição como Sistema FM, que foram desenvolvidos para ajudar o seu filho a ouvir claramente em ambientes ruidosos, como a sala de aula. Estas informações lhe darão uma melhor idéia do que seu filho precisa, facilitando as experiências do dia-a-dia.

Sobre a Perda Auditiva

Crescendo com a perda auditiva

A perda auditiva não precisa restringir a capacidade da criança de se comunicar, socializar, aprender e desfrutar das experiências que a vida tem para oferecer. Com as soluções auditivas infantis que hoje temos, essa interação com o meio social é possível.

É importante lembrar, no entanto, que todas as crianças – com ou sem perda auditiva - se desenvolvem de forma diferente. Cada criança é única e cada uma reage de maneira diferente. Por isso é importante observar todas as situações em que a criança está inserida.

Muitos pais acreditam que os aparelhos auditivos irão restaurar a audição de seu filho. Mas essa não é a função dos aparelhos. Eles ajudarão a melhorar a qualidade de vida da criança.

O melhor conselho que podemos oferecer é amar, aceitar e incentivar o seu filho. Elogie-o sempre que ele fizer algo. Sorria sempre que possível. Preste atenção quando seu filho tentar compartilhar algo com você – mesmo nas coisas simples. Leia histórias para dormir. Estas atividades passam para a criança o carinho e o amor que você tem com ela, e irá estimulá-la, fazendo com que ela se sinta mais confiante.

Sempre que tiver dúvidas, não hesite em pedir ajuda ao Fonoaudiólogo de seu filho, médico, professores ou outros profissionais que estejam envolvidos neste processo. Eles farão o seu melhor para ajudar e apoiar você e sua família.

Comunicando-se com uma perda auditiva

Comunicação é o processo da troca de informação através da ação de falar e ouvir e é uma parte vital da vida. Mas ela é mais do que apenas a linguagem falada, pois nos comunicamos através de gestos, expressões faciais e outros tipos de linguagem corporal.

As crianças começam a aprender a se comunicar a partir do momento que nascem. Elas constantemente ouvem tudo o que é dito ao seu redor e logo serão capazes de reconhecer as vozes de seu pai e sua mãe. Elas aprendem a falar com os sons que ouvem.

As crianças com perda auditiva podem ter dificuldades em aprender a se comunicar, porque elas não conseguem ouvir o suficiente dos sons ao seu redor. É por isso que é tão importante obter um diagnóstico precoce e, se necessário, a adaptação de aparelhos auditivos que irão fornecer acesso aos sons fundamentais para o desenvolvimento da linguagem.

Além disso, a habilidade de comunicação vai interferir diretamente na interação social desta criança. A socialização desempenha um papel importante no desenvolvimento dela. Com boas habilidades sociais, elas poderão construir relacionamentos fortes e duradouros com outras pessoas, além de se sentirem independentes, confiantes e seguras de si.

Aprendendo com uma perda auditiva

A partir do momento em que nascemos é que aprendemos observando e imitando os nossos pais, familiares e amigos. Mais tarde, à medida que frequentamos as escolas, trabalhamos e levamos uma vida ativa, e continuamos com nosso processo de aprendizagem.

O mesmo acontece com as crianças que possuem uma perda auditiva. A única diferença é que elas precisam de um apoio adicional na aprendizagem. Além disso, elas vão precisar de ajuda extra ao aprenderem novas palavras e novos conceitos, principalmente os abstratos, pois elas podem levar o conceito “ao pé da letra” dificultando o entendimento do discurso.

Um exemplo clássico seria: “filho, pegue a camisa de manga na gaveta.” A criança poderá ficar confusa, pois para ela “manga” seria uma fruta. Nesses casos, utilizar imagens para ilustrar o que está sendo dito, facilitará a comunicação.

Sempre fale com seu filho, mesmo que ele não pareça entender completamente o que está sendo dito por você. Uma boa maneira de incentivá-lo a desenvolver uma linguagem falada é falando com ele. E lembre-se: suas expressões faciais e linguagem corporal também irão contribuir.

Sobre o aparelho auditivo

Processo de escolha da solução auditiva

O processo de escolha da solução auditiva correta exige uma forte motivação e participação ativa da família. Mesmo sendo aparelhos auditivos mais avançados, se o seu filho não utilizar da forma correta e não tiver apoio da família, os resultados não serão satisfatórios. Além disso, alguns pontos devem ser levados em consideração como: o tipo e o grau da perda auditiva, bem como as necessidades auditivas e as habilidades gerais.

A vontade de seu filho em querer usar os aparelhos provavelmente irá depender do quanto vocês, pais, conseguem motivá-lo. Quanto mais ele conhecer e se envolver, mais fácil será.

Quanto mais cedo a criança aprender a lidar com sua perda auditiva e os aparelhos auditivos, mais ele vai ser tornar confiante e seguro. E para que isso aconteça, é importante que sua primeira experiência com os aparelhos auditivos, seja positiva (proporcionar sons confortáveis e suaves como uma música ou uma conversa amigável).

Além disso, estar ciente da motivação como pai/mãe é fundamental. Seu filho irá reagir imediatamente de acordo com a motivação da família.

Seleção e adaptação dos aparelhos auditivos

O Cuidado Auditivo Amigo da Criança, programa infanto-juvenil da Telex, oferece todo suporte à família durante o processo de seleção e adaptação do aparelho auditivo. Esse processo, que se dá em diferentes etapas, nós chamamos de Jornada de Atendimento Pediátrica.

A seguir mostraremos como ela funciona, mas primeiramente, é imprescindível marcar uma consulta com o fonoaudiólogo/médico otorrinolaringologista para realização da avaliação audiológica e busca do diagnóstico da perda auditiva e posteriormente agendar uma consulta em umas das nossas unidades com nossos Fonoaudiólogos.

E, quais são os próximos passos na Telex?

1º) Realização da entrevista pediátrica, análise das avaliações realizadas, encaminhamentos necessários e aconselhamento infantil (informações e orientações);

2º) Seleção do aparelho auditivo que forneça audição consistente para a criança e adaptação do mesmo de acordo com o tipo/grau da perda auditiva e necessidades infantis;

3º) Processo de moldagem para a fabricação do molde auricular mais adequado que acompanhará o aparelho auditivo;

4º) Informações sobre uso e manuseio e esclarecimentos de dúvidas;

5º) Avaliação do desempenho e do benefício do aparelho auditivo;

6º) Sessões de acompanhamento periódico para monitoramento da perda auditiva e a efetividade do uso do aparelho auditivo;

7º) Avaliação da necessidade de uso do Sistema FM e orientações.

O Cuidado Auditivo Amigo da Criança além de oferecer atendimento pediátrico diferenciado, oferece também materiais com informações e orientações de suporte à família, além do programa de acompanhamento contínuo e gratuito com benefício das baterias e moldes (*)

(*) converse com o Fonoaudiólogo para receber mais informações sobre este benefício.

Aparelhos auditivos para crianças como eles funcionam?

Com tantos fatores envolvidos no processo de seleção e adaptação dos aparelhos auditivos, o acompanhamento de um fonoaudiólogo é fundamental. Este irá recomendar o aparelho mais indicado e que se adapte melhor às necessidades de seu filho.

O circuito básico do aparelho auditivo é composto por 3 principais componentes: microfone, amplificador e receptor, além do molde auricular:

Microfone – este é responsável por captar o som do ambiente e enviar para o interior do aparelho auditivo;

Amplificador – recebe o som vindo do microfone e aumenta a intensidade do som.

Alguns filtros, neste componente, são importantes para modificar e tratar o sinal de acordo com a necessidade da criança;

Receptor – recebe o sinal acústico do amplificador e fica responsável em enviar o som para o interior da orelha da criança, através do tubo e do molde que estão acoplados ao aparelho auditivo;

Molde auricular – peça de confecção individual com função de conduzir o som amplificado até a membrana timpânica. Além disso, ele promove a fixação do aparelho na orelha da criança. Ele é uma peça fundamental para o sucesso na adaptação. São feitos sob-medida, com material antialérgico e podem ser coloridos. Devem ser trocados regularmente.

Sistema FM Amigo e seus benefícios

Em algumas situações do dia-a-dia, pode se tornar difícil entender o que as outras pessoas estão falando – seja por causa do ruído de fundo do ambiente ou porque o som está vindo de uma direção muito distante.

Ouvir dentro da sala de aula, por exemplo, pode ser uma tarefa difícil, mesmo para as crianças que não possuem perda auditiva. Isto acontece porque a voz do professor precisa percorrer um longo caminho e ultrapassar a barreira do ruído que muitas vezes está presente (cadeiras arrastando, ar condicionado, ventilador).

Para essas situações o Sistema FM poderá ser útil quando utilizado em conjunto com as soluções auditivas.

O Sistema FM é um dispositivo que auxilia a audição e é composto de um microfone que fica com o professor e um receptor que fica acoplado no aparelho auditivo da criança. Ele foi projetado para captar a voz do professor e enviá-la diretamente para a orelha da criança.

O benefício do Sistema FM em sala de aula é ajudar na redução da “distância” entre aluno e professor, minimizar os efeitos colaterais do ruído e da reverberação, facilitando o aprendizado no ambiente escolar.

Pergunte ao Fonoaudiólogo sobre o Sistema FM. Aqui neste site você ainda poderá encontrar informações mais detalhadas em Soluções Pediátricas.

Dúvidas frequentes

Cuidados especiais

Os aparelhos auditivos necessitam de baterias especiais para funcionarem. Essas baterias são pequenas e possuem um tempo útil de vida. Esse tempo será totalmente dependente da tecnologia do aparelho auditivo, do tamanho da bateria e do período de tempo que este aparelho é usado.

Importante: esteja ciente que estas baterias podem ser atraentes para as crianças pequenas, por isso mantenha-as fora do alcance, uma vez que elas podem ser engolidas.

Além disso, os aparelhos auditivos necessitam de cuidados especiais. Cuidados diários são importantes para o uso constante e satisfatório:

  • Certifique-se de que os aparelhos auditivos estejam colocados na orelha certa;
  • Faça a limpeza dos aparelhos auditivos e dos moldes diariamente;
  • Não esqueça de desligar o aparelho quando não o estiver usando e remover as baterias quando a criança for dormir;
  • A troca por moldes novos deve ser feita regularmente;
  • Evite exposição ao calor, a produtos químicos, animais e;
  • Não empreste o aparelho auditivo para outras crianças.
Dicas úteis para o dia-a-dia

Há muitas formas de ajudar seu filho nas situações cotidianas, fazendo com que ele entenda melhor o que está sendo dito. Para isso, selecionamos algumas dicas básicas que irão facilitar esse processo:

Mantenha seu rosto visível - será mais fácil para criança se ela puder ver o que está sendo dito. Com o rosto iluminado, a criança pode facilmente ver as expressões faciais e ler os lábios;

Fale claramente - fale de forma clara e num ritmo normal. Não há a necessidade de gritar; Se a criança tem dificuldade para entender, reformule a sentença em vez de apenas repeti-la;

Evite ruído de fundo o ruído pode mascarar a informação de fala, por isso procure lugares mais calmos para conversar.

A forma como o seu filho irá se beneficiar das dicas mencionadas dependerá do grau da perda auditiva, da idade, do tipo de aparelho auditivo e das habilidades gerais. O apoio de toda a sua família em encontrar novas formas de comunicação é vital para o sucesso da criança.

Perguntas mais frequentes

Tenho um exame antigo do meu filho, será que ele ainda é útil?

A validade de um exame audiológico é de no máximo 12 meses. Mas é importante que leve para a consulta todos os exames já realizados para o acompanhamento do tratamento.

Qual o tempo de vida útil do aparelho auditivo?

Estima-se que um aparelho auditivo dure, em média, 05 anos. Mas esta durabilidade depende de vários fatores, principalmente, de como o usuário cuida e mantém seu aparelho auditivo, evitando quedas e contato com a água. Por isso, devem ser realizadas revisões e limpezas constantes.

Qual o tempo de duração de uma bateria?

O tempo de duração da bateria varia de acordo com o modelo do aparelho, ajuste, potência e tempo de uso diário.

Meu filho terá que usar aparelhos auditivos por quanto tempo?

É importante pensar que o aparelho auditivo é o suporte para a audição de seu filho. Tendo uma perda auditiva, seu filho irá sentir necessidade de usar os aparelhos auditivos sempre e todos os dias, pois com eles, terá os benefícios para o desenvolvimento de linguagem, fala e da comunicação.

O molde do aparelho auditivo do meu filho precisa ser trocado com que frequência?

Depende da idade da criança. Quando são bebês, as orelhas crescem rapidamente. Por esse motivo pode existir a necessidade de uma troca mensal, por exemplo. Conforme, as crianças crescem a troca vai ficando não tão frequente: de 3 em 3 meses até anualmente.

Como devo limpar os aparelhos auditivos?

Solte o molde junto ao tubo do aparelho auditivo. Em seguida, lave o molde com água e sabão neutro. Não use detergentes fortes. Enxague com água. Enxugue o molde e lembre-se de eliminar qualquer gota d’água que restar dentro dele e do tubo (use a bombinha do kit pediátrico). Use um pano seco para limpar a superfície do aparelho.

Soluções Pediátricas

Ajudando às crianças a alcançarem seu pleno potencial de maneira mais fácil!

As crianças merecem toda a oportunidade de explorarem o mundo, aperfeiçoarem suas habilidades e alcançarem o máximo de seu potencial. Para isso, elas precisam de pais, professores e Fonoaudiólogos dedicados e envolvidos nesse processo, que por sua vez merecem todo o suporte necessário.

Aparelhos: